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Dom Ângelo: Um Anjo da Morte.

Capítulo 1 - Vida de Dom.😉


  Dom Ângelo Mariano.


 

 Assim que ouço apenas uma batida na porta do quarto de hotel que estou, e, diga-se de passagem, muito bem acompanhado.

 Pelas batidas sei bem o que significa, esse é um código que tenho com os meus homens de confiança, provavelmente é o Nicolas avisando que precisamos ir.

 

 Espero que seja algo realmente importante, pois o meu momento com a Juliana está sensacional, ela tem uma boca maravilhosa e está me satisfazendo de uma maneira muito gostosa. 🥵

 

 A minha mão está em seus cabelos e volto a minha atenção a sua boca deliciosa no meu pau e intensifico os movimentos do meu quadril elevando-o, levando-a fazer uma garganta profunda.


 É.

 

 Eu estou recebendo um boquete e terei que finalizá-lo o mais rápido possível, pois as minhas obrigações de Dom me chamam e tenho que responder.

 

— Isso linda, chupa gostoso o meu pau! Leva ele até o fundo da sua garganta. Vai safada! Issooo.

 

 Ela me olha com os olhos lacrimejando, porém cheios de luxúria e intensifica a sugada, dou uma tapa de leve em seu rosto e ela me engole por inteiro, o que me levou a um orgasmo intenso, ela engole toda minha gala, limpa o meu pau completamente, o que foi bom, pois não terei tempo de tomar outro banho. Tínhamos acabado de tomar banho, após uma primeira rodada intensa de sexo e estávamos começando a segunda que infelizmente não acontecerá. Ela me olha enquanto coloco as minhas roupas e pergunta.

 

— Você já vai? O que aconteceu? Pensei que fossemos curtir a noite inteira juntos.😕

 

— Tenho que ir. Aconteceu um imprevisto. Foi um prazer lhe conhecer Juliana. Porém, não poderei ficar. — Explico, pois ela não sabe que sou o Dom, para ela sou apenas um empresário milionário solteiro curtindo a vida.

 

— Nossa, sendo tão cordial assim nem consigo ficar com raiva de você.😃

 

 Ela sorri e começa a se vestir também. Ela é linda, loira natural, corpo esbelto como de uma modelo e olhos verdes. Poderia realmente ter uma noite inteira incrível com ela, mas dificilmente nos veremos outra vez. 👩

 

— Vamos? — Ela me pergunta com um olhar curioso, já vestida, ela é rápida.

 

— Se não se importar, pode aguardar alguns minutos após a minha saída para sair? Os meus seguranças são paranoicos.

 

— Pensei que estivesse apenas com os seus amigos e não que eles fossem os seus seguranças. 🤨

 

 “Toc, Toc.”

 

 Ao escutar os dois toques sei que o meu tempo acabou, preciso sair agora.

 

— Tenho que ir. Adeus.

 

 Saio do quarto e encontro Nicolas no corredor ao lado da porta e o Mattias mais a frente. Pergunto para o Nicolas sem delongas.

 

— Qual a situação?

 

— Marco se envolveu em uma confusão com o filho de um conselheiro da máfia, e os amigos.

 

— Que porra é essa? 😠 Agora sou babá de homens feitos? Acredito que ainda sou o Dom e não a porra de uma babá.

 

— Os jovens tentaram agarrar a filha mais velha dele. Tudo virou uma grande confusão na porta da sua boate. — Nicolas fala de maneira calma, o que me faz serrar os olhos para ele e perguntar.😑

 

— Na porta da minha boate? E um dos meus homens de confiança está envolvido?! Querem realmente acabar com a minha noite.😤

 

 Estou muito puto, contudo sei que a situação é mais grave que isso, pois o Nicolas não precisaria da minha presença para resolver se fosse somente isso, então seguimos em silêncio até o local.

 

 O Mattias está dirigindo e o Lucca no banco do carona, e mais 3 carros nos acompanham com os meus homens.

 

 Assim que chegamos ao local o Marco vem em minha direção, muito apreensivo, faço um gesto e ele me segue para o escritório junto ao Nicolas, os demais se espalham pela boate.

 

— Conte-me o que aconteceu Marco. — Ordeno, vejo receio no olhar dele, ele é um dos mais velhos dos meus arcanjos, e um dos mais discretos também, logo é estranho ele se envolver em uma situação escandalosa dessa.

 

— Dom, me perdoe por causar problemas, mas é a minha filha. 😞 — Faço um gesto positivo para ele com a cabeça e indico que continue a falar. — Ela teve que vir até aqui trazer o meu remédio para pressão. Sei que não é o adequado, mas hoje antes de sair não tomei e esqueci-me de trazer comigo como sempre faço.

 

— Quantos anos têm a sua filha mesmo?

 

— De..eee..Dezesseis. Ela não devia vim aqui eu sei, mas estava me sentindo mal, e pedi para que ela trouxesse o meu remédio e sua mãe ficasse com os seus 2 irmãos menores. — Não acredito que o Marco não pensou em outra solução para a situação.

 

— Dom, Eu ia esperá-la na frente da boate, ela nem ia precisar sair do taxi, porém tive que atender uma solicitação da Beatriz e foi nesse momento que ela chegou e teve que me esperar na entrada. Assim que me entregou o remédio e foi andando para pegar o taxi enquanto eu a observava, os rapazes chegaram e logo um deles tentou agarrar ela.

 

— Continue Marco.

 

— Ela estava apavorada, tentava se soltar e gritava e eu como pai abandonei meu posto e fui socorrer ela. Só quando afastei o rapaz dela percebi que ele é um membro da máfia, os amigos dele, eu não sei quem são. Eles ainda falaram absurdos sobre a minha filha.

 

— Um membro da máfia que não sabe que não perdoou assédios e estupros? Parece que o conselheiro fez um péssimo trabalho ao criar o filho.

 

— Dom, não quero maiores problemas, mas o rapaz me ameaçou, tentou me agredir, e eu o imobilizei. Não bati nele, mesmo quando essa era a minha vontade de pai. A Beatriz antes de levar a minha filha para casa comunicou ao Nicolas.

 

— E fez muito bem. Você está nesse posto até melhorar seu quadro de saúde, mas é um dos meus 15 homens de honra e confiança, faz parte do meu esquadrão “Arcanjos”. Quanto a sua filha não devia vim em locais como esse, podia ter saído e ido até uma farmácia, pedido a um soldado para comprar ou feito outra coisa. Porém isso não importa mais, sua filha já está em segurança, a Beatriz é uma soldado excelente. Sobre o ‘merdinha’ do filho do conselheiro...

 

 Nem termino de falar e observo uma movimentação na minha boate, logo Lucca avisa pelo comunicador que o conselheiro e seus homens estão aqui. Parece que a noite não vai ser perdida, vou me diverti um pouco.

 

— Marco recomponha-se e vamos confrontar o conselheiro. Lembre-se eu falo aqui. — Virei-me e encontrei o meu consiglieri. — E Nicolas, atenção, não quero que a situação saia de controle. — Ele acenou, concordando.

 

 Sou considerado um Dom justo, frio e calculista, além de sanguinário com os meus inimigos, entretanto hoje estou lidando com um dos meus.

 

 Assim que nos aproximamos o conselheiro Fábio já dispara a falar.

 

— Quem esse soldado pensa que é? Para colocar as mãos em meu filho? Com ordem de quem? E por causa de uma prostituta?

 

O homem parece que vai explodir de raiva, seu rosto está vermelho como um tomate maduro.

 

— Controle-se agora caralho, lembre-se que está falando com o seu Dom, e ele, é meu homem de confiança, se seu filho não foi homem para lhe contar que junto com os amigos tentou assediar uma menor, filha do meu soldado...

 

— O quê? Isso é ridículo, agora vão dizer que era uma menina? E não uma das prostitutas que quando não tem clientes dão para os soldados de graça.

 

 Porra, nessa hora tive que me virar para o Marco e repreendê-lo com o olhar, pois sei que ele estava prestes a estourar a cabeça do conselheiro com um tiro.

 

 Então volto a minha atenção para o rapaz e pergunto.

 

— A garota que vocês abordaram era uma prostituta? Se parecia com uma das funcionárias da minha boate?

 

— Nã..Não Dom. E foram os meus amigos que a abordaram, achei que ela estava fazendo doce e também a intimei, mas nunca iria forçar uma put..., uma mulher. Posso ter a mulher que quiser.

 

— Espero que nunca cometa esse erro, pois não toleramos estupradores, e a pena para eles é uma morte lenta e terrível.

 

O pai nesse momento intervém.

 

— Dom ele é meu filho... E se não me engano sua noiva prometida também não passa de uma menina e isso não o impediu de...

 

— Não termine essa frase conselheiro, e saiba que nunca se quer vi minha noiva pessoalmente ou me aproximei dela.

 

 Filho da puta. Como ousa me enfrentar assim.Continuo a falar com muito ódio no olhar.

 

— Só a conhecerei quando ela completar 18 anos. CONSELHEIRO Fábio. E quanto a ele ser o seu filho, mesmo assim seria tratado como um verme se cometesse tal ato. Até mesmo você seria conselheiro e deveria saber disso, não abro exceções.

 

 Agora estou realmente estressado, esse filho da puta teve a audácia de se referi a minha noiva e tentar insinuar que ela é uma criança assim como a filha do Marco.

 

 Sendo que ela está prestes há fazer 18 anos, então logo será uma adulta, uma mulher.

 

— Quero que o seu soldado peça perdão ao meu filho e seja castigado.

 

 Posso ouvir o Nicolas e o Lucca sorrir. Olho para o conselheiro com surpresa, é serio que ele está me exigindo alguma coisa?

 

— O que pensa que eu sou para me exigir algo? Ou dizer o que tenho que fazer? — Nesse momento consigo a reação que espero, ele começa a temer, lembrou quem eu sou e do que sou capaz.

 

— Pegue o seu filho e saia daqui junto com os amigos dele, e a propósito eles estão proibidos de pisarem aqui outra vez. E conselheiro, seu filho terminou o treinamento de soldado da máfia?

 

— Isso é um absurdo. Claro que sim, meu filho será meu sucessor e está treinando comigo.

 

— Não foi o que perguntei. Se até eu como filho do Dom, passei por todo o treinamento, por que tenho a impressão que o seu filho não passou?

 

 Coloco um sorrisinho cínico nos lábios e falo enquanto cruzo os braços na altura do meu peitoral.

 

— Ele deve se apresentar para 3 semanas de treinamento na sede da máfia, e recomendo que ele seja bem treinado, pois caso contrário treinará com os garotos que estejam no mesmo nível que ele. E será uma vergonha ele treinar com garotos de 14 anos.

 

— Meu filho não será torturado... — Esse homem perdeu a noção do perigo, ou o medo de ser torturado até não resistir. Tento manter o meu tom de voz gélido.

 

— Me diga por que não? O que o torna imune a vontade do Dom, A Minha Vontade? Chega! A conversa acabou ele irá para o treinamento e não se preocupe que o meu “Arcanjo” Marco não treina os soldados, seu filho estará seguro (ou não). E devido a sua insolência se ele não estiver apto passará pela iniciação novamente e você assistirá a tudo de perto.

 

Faço um gesto para que eles saiam da minha frente e digo ao meu Arcanjo.

 

— Marco está dispensado. — Torno a falar com o insolente a minha frente. — E vocês saiam da minha boate. Passar bem conselheiro.

 

 Aceno para o Nicolas para que me siga e logo estamos a caminho de casa. E começo a refletir sobre a minha vida de Dom.

 

 Até ouvir o Mattias conversando com o Lucca.

 

— O Marco terá problemas no futuro, a filha dele é linda demais!

 

— Mattias está louco? Ela é uma menina, e você é casado. Traição na máfia é morte certa.

 

— Eu sou sim, mas você não Lucca. — Ambos estão sorrindo.

 

— O quê? Virou casamenteiro da máfia agora? Sou casado com o meu trabalho e sou ótimo no que faço.

 

— Vou adorar quando o Dom lhe pedir que se case. — Dessa vez apenas o Mattias gargalha.

 

— Vai se fud...

 

— Mattias, conhece a filha do Marco? — Pensei que o Mattias ia brecar o carro quando ouviu a minha voz. E foi a vez do Lucca não controlar a gargalhada.

 

— Sim Dom. Sabe que moramos em um dos condomínios da máfia na capital. Os que têm família pelo ao menos, e ela já ajudou a minha mulher. Dom, não tenho qualquer maldade com ela, juro. Só que ela herdou a beleza da mãe e estrutura corporal do pai, até parece já ser uma mulher formada e o Marco a mimou muito, ela não conhece bem o mundo da máfia, mesmo vivendo nele.

 

 Percebo que o Lucca ficou interessado ou apenas curioso, não sei ao certo, quando o Mattias descreveu a garota. Mas se for necessário agir já tenho um pretendente para a garota.

 

— Nicolas comunique a Marco que exijo que a filha dele seja treinada com o básico, Beatriz poderá fazer isso. Se ela for tão bela quanto o Mattias afirma, temo que Marco tenha muitos problemas por causa dos pretendentes futuramente.

 

 Encerro o assunto e seguimos em silêncio o restante do trajeto.

 

 Toda essa conversa sobre essa jovem me fez pensar na minha prometida, minha noiva e futura esposa. Somos noivos desde que eu tinha 18 anos e ela apenas 11 anos.

 

 Ela foi criada para ser a minha Dama, e isso significa que aprendeu várias línguas, é uma poliglota assim como eu, teve aulas de etiquetas, como se portar nos ambientes da máfia e aprendeu as regras da máfia, mas é inocente referente aos assuntos da vida, maldade, violência...

 

 Ela não teve treinamento de lutas marciais, armas, defesa pessoal, nem nada do tipo. Porém como minha Dama será sempre muito bem protegida, mas não concordo que ela seja incapaz de proteger a se mesma e se for de sua vontade irei treiná-la assim que nos casarmos. Ela será tão boa quanto à maioria dos meus soldados ou até mesmo melhor, tudo dependerá dela.

 

 Após chegar em casa adormeci em meio aos meus pensamentos e sonhei com aqueles olhos que me hipnotizaram no dia que vi as fotos das 5 meninas candidatas a minha noiva, que meu pai havia escolhido.

 

 Confesso que ali nasceu um pequeno desejo que ela fosse à escolhida e por isso nunca vi a minha noiva, tenho medo de não ser ela e eu tendo tempo busque encontrar a dona dos olhos mais lindos que já vi e coloque tudo a perder. 👁️👁️

 

 Não que seja um pervertido, e a desejei quando ainda era uma criança, porém, ela tem os olhos azuis gélidos, expressivos e brilhantes que se destacam em sua pele branca e formam uma combinação perfeita com os seus cabelos pretos, escuros como a noite, iguais aos meus.

 

 Vou conhecê-la a poucos dias do casamento o que é mais seguro, pois se a dona daqueles olhos me encantou quando ainda era uma menina imagine agora uma mulher, então se não for ela, terei que aceitar o meu destino sem chances de mover céus e terras para encontrá-la.

 

 Nunca soube o nome de nenhuma das candidatas a minha noiva, meu pai achou que assim seria mais seguro.

 

 Ah, e sim para nós da máfia aos 18 anos nos tornamos homens e mulheres. Por isso logo após o seu aniversário casaremos, sem demora, já estou passando da idade pra casar, já tenho 25 anos e sou Dom há mais de 6 anos.

 

 "Acho que vou conhecer a minha noiva antes do dia, pra sincero, o mais rápido possível."

 

Capítulo 2 - Prazer, sou um "Anjo da Morte".

Dom Ângelo Mariano.

 

A vida é tão cíclica, e mesmo assim insistimos em cometer os mesmos erros, cientes que obteremos os mesmos resultados. Erros que são recorrentes, as escolhas menos assertivas. Insistimos em desperdiçar o que temos de melhor “La vita”.

Para muitos a vida é simples e passageira, para outros é complicada e um constante desafio.

Há ciclos que precisam ser encerrados.

Já quis vivenciar ambas as experiências, porém isso não é permitido a mim, não quando se é predestinado a governar.

Não que eu esteja reclamando, pelo contrário, reconheço o quanto sou abastado, como diz o Nicolas “Sou um filho da puta de sorte”.

 

 No final, tudo se resume a nascer, crescer e morrer. Todos morrem cedo ou tarde.

 E alguns malditos até recebem uma ajudinha minha para cair nas mãos da morte.

 

Confesso que estou em contato constante com a morte e há muito tempo não a temo mais, na verdade, acho até que somos grandes amigos, o que chega a ser engraçado.

 Somos amigos de verdade que muitas vezes andam lado a lado. Não pense que sou um monstro, gosto de dizer que sou “instrumento da morte” para seres miseráveis e imprestáveis.

 Já que estou falando sobre mim de maneira tão íntima, me permitam apresentar-me melhor.

 

         — Prazer, sou Ângelo Mariano!

                                                                                                                                                                                                                                  Sou um investidor e para muitos sou apenas um bilionário que faz boas escolhas, sou um homem complexo, existem dois de mim, e particularmente gosto do meu outro eu.

 Não crie fantasias ao meu respeito só porque tenho um nome um tanto angelical, puro e belo.

 Meu nome reflete a personalidade da minha mama. A mulher mais incrível que conheci, que me amou infinitamente.

 O nome que melhor me define é o codinome pelo qual sou conhecido na máfia Mariano e em outros tantos lugares do submundo.


           — Prazer, sou o “Anjo da morte.”


 Tenho 25 anos muito bem vividos, já vivi experiências que muitos nem sequer conseguem imaginar, mesmo os nascidos na máfia.

 Sou alto, tenho 1,90 de altura, cabelos pretos e olhos negros como a noite, corpo atlético, pois faço muitos exercícios. Devido a minha vida, faço treinamentos frequentemente, além de praticar lutas marciais.

 É surpreendente o que um corpo bem treinado é capaz de fazer e suportar.


 Vaidade?


 Sou extremamente vaidoso, gosto de estar sempre bem vestido, perfumado e com o cabelo penteado, mantenho minha barba sempre bem tratada, pois segundo o Nicolas, que é o meu braço direito, fico com ar mais sombrio e também por que me deixa mais charmoso.

 Sei que sou um homem atraente e gosto de usar e abusar desse meu lado sedutor.

 Adoro jogos de sedução e sou um especialista na arte do prazer. Mas em breve todo esse meu conhecimento será usado apenas com a minha esposa, a minha Dama.

 

 Percebo a presença do Nicolas no corredor a me observar.

 

— Nicolas! Podemos ir? — O pergunto sem lhe direcionar o olhar ainda.

— Sim Dom, está tudo pronto.

— Ótimo.


 Não sou um homem de muita conversa, sou sempre objetivo e direto, só estabeleço longas conversas quando é estritamente necessário ou quando estou a sós com o meu pai, com meus homens de confiança e com o meu amigo, parceiro e conselheiro Nicolas.

 E ele sabe disso.

 Saio do meu escritório na sede da máfia, após desligar as luzes, faço um sinal com a cabeça para o Ricardo, um dos meus homens de confiança que logo entende e se aproxima para trancar a porta e me desejar um boa noite.

 Ninguém entra no meu escritório sem a minha presença.


 Como sempre apenas o agradeço com um balançar de cabeça e sigo pelo corredor atento a tudo, chego ao elevador e encontro mais 2 dos meus homens (Mattias e o Lucca).

 Tenho uma relação de fidelidade com os meus homens, a nossa confiança e respeito foram construídos ao longo dos anos, alguns me acompanham desde que era uma criança, herdei eles do meu avô e do meu pai, outros cresceram juntos comigo ou conheci logo que iniciei meus treinamentos aos 7 anos.

 Ando sempre com 10 ou 12 dos meus 15 homens de confiança.

 Pode parecer exagero ter tantos soldados me acompanhando, porém não sou descuidado em relação a minha segurança em nenhum momento da minha vida e quer saber o porquê?

 Porque a vida é um ciclo que tende a se repetir e não vou permitir ser atacado ou pego desprevenido por inconsequência.

 Já vivi essa experiência e paguei um preço alto demais.

 Mesmo que ainda não fosse o Dom, me sinto responsável pelo que aconteceu.

 

— Dom, vamos sair hoje à noite? Boate, cassino ou restaurante, o que escolhe?

 Nicolas me pergunta enquanto mexe no seu celular, sei que ele está acompanhando as imagens de satélite da nossa rota. Ele é sempre muito precavido.


— Não!

 Ele me olha surpreso, com uma ruga de dúvida. Então, explico.


— Hoje vou trabalhar no escritório de casa. Avise aos homens e redirecione minhas escoltas, estenda o perímetro de proteção, hoje não quero ser atrapalhado por nenhuma ocorrência.


 Falo da maneira mais clara, pois não admito me sentir inseguro dentro da minha própria casa.

 Claro que tudo pode acontecer, por isso sempre mantenho a minha segurança e a de minha família em nível altíssimo como se estivéssemos em guerra, o que não deixa de ser nossa realidade.

 Dentro da minha mansão mantenho câmeras em quase todos os cômodos gravando em áudio e vídeo 24 horas.

 Antes que se perguntem se até nos quartos e banheiros, adianto que nos banheiros não porque esses ficam nos quartos que possuem câmeras.

 Apenas o Nicolas e eu temos acesso e gerenciamos essas imagens.

 E podemos desliga-las se for necessário em algum momento.

 

 Chego a minha propriedade, e vejo meus homens em seus postos, comprimento alguns com um aceno de cabeça.

 Observo Nicolas passar as minhas instruções aos chefes de segurança, sim tenho mais de um, alguns na verdade já que esse trabalho é contínuo, 24 horas por dia.

 Assim que entro na minha residência respiro mais aliviado, falo com Roger que estar ao meu lado.

 

— Está dispensado, Grazie! — Agradeço.

 E depois é a vez de falar com o Nicolas.


— Nicolas, espero você para jantarmos dentro de 1 hora, meu amigo. — Coloco a minha mão em seu ombro e dou-lhe um aperto suave, ele sorri e balança a cabeça em negação.

 

 Somos assim inseparáveis, na rua ele é meu conselheiro, dentro de minha casa meu amigo, melhor amigo, o tenho como um irmão.

 Subo para os meus aposentos, adentro ao banheiro e sigo direto para uma ducha fria, depois resolvi relaxar na minha banheira fumando um charuto.

 

Perco-me outra vez em meus pensamentos.

 Sou o Dom fazem 7 anos, não posso reclamar uma vez que nasci e para isso, fui treinado minha vida inteira e sempre aceitei o meu destino, sempre quis isso.

 E o principal ensinamento que aprendi com minha mãe, é que as leis da máfia não são negociáveis, por isso não sou um mafioso patético que fica reclamando das suas obrigações uma vez que adoro os benefícios de ser um mafioso.

 Dentre essas leis está a que tem me feito pensar tanto ultimamente, a lei do casamento.

 Todo mafioso Dom deve se casar, de preferência antes dos 25 anos, para as mulheres os casamentos na máfia ocorrem entre os 18 anos até os 21 anos, porém poucas são as contempladas que passam dos 18 anos.

 

E por que estou pensando nisso?

 Porque já completei 25 anos a alguns meses, e ainda não estou casado. 

 Não porque me negasse a casar nem nada do tipo.

 Sou prometido desde os meus 18 anos.

 

Meu pai julgou ser melhor assim, uma vez que tinha algumas pretendentes para mim, entretanto elas ainda eram pré-adolescentes quando me tornei Dom.

 Logo meu pai determinou que eu esperasse as moças fazerem 18 anos e ele escolheria minha esposa de acordo com os interesses da máfia.

 Nunca me importei muito com isso, apenas exijo que ela seja saudável, bem educada e instruída nos assuntos da máfia e em suas obrigações, sei que devo gerar herdeiros.

 Sim no plural, pois essa vida de mafiosos é muito perigosa.

 E algumas vezes o Dom morre cedo e o caos se instala se o herdeiro ainda não tiver idade mínima para comandar, que é 13 anos. Ou pior se o herdeiro morrer e não existir outro na linha de sucessão, por isso casamos “cedo”.

 

É quase como nas monarquias, só que na máfia outros parentes não podem assumir a não ser que um golpe aconteça, uma traição, enfim um derramamento de sangue.

 Confesso que preferia que meu herdeiro já estivesse no mundo com 4 ou 5 anos.

 Mas meu pai acredita que meu comando será mais duradouro que o dele e então não terei problemas quanto ao meu herdeiro.

 Espero que ele esteja certo. E para que isso aconteça sou o mais justo que consigo, valorizo cada um dos meus soldados e suas famílias, esse é o legado do meu avô, ser um Dom justo e que valoriza aqueles que arriscam suas vidas todos os dias lado a lado com o Dom.

 Não admito traição, costumo punir as falhas que às vezes meus homens cometem, porém não saio por aí matando meus homens. A morte é só para os casos de traição à máfia.

 

Reconheço que com a proximidade do casamento começo a ficar curioso a respeito da minha prometida.

 Nunca a vi, na verdade nem sei o seu nome, meu pai apenas me mostrou umas fotos de algumas meninas a pouco mais de seis anos e me disse que uma delas seria a minha esposa, eram bonitas, lembro que havia uma com os olhos azuis mais belos que já vi na vida, e cabelos negros. Muito bela.

 Porém, todas elas eram apenas crianças.

 

Há três anos ele me disse que já havia escolhido a minha noiva desde que fiz dezoito anos. Não me importei muito com isso. Tenho certeza que o meu pai tem total interesse na minha felicidade, ele até aceitou sem questionar quando criei a regra dos três metros de distância que qualquer homem deve manter da minha noiva, apesar de achar exagero ele nunca me questionou a razão desse pedido.

 Confio que o meu pai tenha feito uma boa escolha e tenha considerado as minhas condições, preciso sentir tesão para fazer os meus herdeiros e ela precisa ser saudável para aguentar o processo de tentativas, pois não sou um moleque, tenho um apetite sexual absurdo.

 Por esse motivo o Nicolas perguntou se hoje iríamos sair.

 

Quando não estamos em missão ou resolvendo os assuntos da máfia estamos sempre em busca de mulheres para nos satisfazermos, não transo com prostitutas.

 Quer dizer, não tenho nada contra elas, não é orgulho ou coisa parecida, entretanto, eu só não busco prazer em mulheres que são obrigadas ou pagas para fazerem aquilo, além do que minhas qualidades físicas me permitem ter sempre mulheres lindas e dispostas a me darem prazer onde quer que eu vá.

 Então não transo com mulheres que eu precise pagar por isso, que estejam em prostíbulos muitas vezes contra a sua vontade, ou por qualquer que seja o motivo.

 Se sentir o desejo de estar com uma mulher, duas ou três, vou a uma boate, restaurante, exposição de arte, baile, congresso, enfim lugares onde encontro as mais belas mulheres.

 Apesar de que, isso vai mudar assim que me casar, uma vez que outra lei da máfia é a fidelidade, tenho que ser fiel a minha esposa, aquela que irá gerar os meus filhos.

 Quanto a isso não tenho problemas, desde que ela seja gostosa e obediente para aprender tudo que vou lhe ensinar em nosso quarto, não terei necessidade de ter outras, porque claro que mesmo com essa lei o adultério existe, só o preço a se pagar por ele caso seja descoberto que é caro demais. Já que é a própria morte.

 

Contudo, como sou o Dom tenho privilégios que poderei utilizar caso queira ter outras mulheres sem precisar arriscar minha vida por tal ato.

 Como no período em que minha esposa não puder me satisfazer devido ao seu resguardo ou questões de saúde, poderei transar com outras mulheres desde que seja de conhecimento do conselho e essas mulheres não apresentem risco de gerar um bastardo.

 Isso é muito machista, contudo, evita que alguns desgraçados violente as suas esposas no período após o parto, pois casos como esses já aconteceram e algumas vezes até levaram a morte das mulheres em consequência do “estupro” sofrido.

 Não sei dizer ao certo se farei uso desse meu privilégio.

 

Quase nunca fiquei mais de 5 dias sem sexo, exceto quando estava em treinamento ou estou em missões secretas, por que se for em viagens de negócios sempre busco unir o útil ao agradável.

 Entretanto a fidelidade e lealdade são muito importantes para mim e não me vejo traindo a mãe dos meus filhos.

 Dentro de alguns dias conhecerei a minha noiva e dias depois me casarei.

 Espero em pouco tempo já estar à espera do meu 1° herdeiro.

 Na verdade, desejo encomenda-lo na lua de mel mesmo. Quero muito ser pai, ter o meu sucessor e treiná-lo.

 Sei que da minha parte, tentativas não irão faltar, apesar de saber que nos primeiros dias terei que me segurar, não será fácil para uma virgem me ter possuindo o seu corpo.

 Já que sou o que chamam de bem dotado e não costumo fazer sexo calmo, gosto de fazer várias posições numa mesma relação sexual e sou exigente.

 Anseio que a minha noiva também goste.

 Pois, terei imenso prazer em lhe ensinar.

 E a minha pergunta ultimamente é.


  Será que a minha noiva é aquela menina dos olhos azuis lindos e cabelos negros?

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