ANJOS MARIANO
FUTURO DOM.
Lorenzo Mariano
Hoje acordei mais cedo que o de costume. Ainda é de madrugada. Sou um homem que sempre acorda antes do nascer do sol. Não sei ao certo o porquê desenvolvi esse costume. Mas desde que estava nos treinamentos da máfia faço isso. Mesmo quando passo a noite acordado, me levanto antes do sol nascer.
Tenho uma resistência excelente ao sono. Preciso de apenas algumas horas de sono para restabelecer minha energia. Quando perco noites de sono, geralmente depois, durmo assim que o sol se põe.
Hoje acordei ainda mais cedo, pois é o meu aniversário de 21 anos. Meu e dos meus irmãos. Os trigêmeos Mariano.
Sempre nessa data fico pensativo, lembro da história do nosso nascimento. Meu pai nos contou ela muitas vezes. Nossos tios e até nossa mãe também.
Como diz a Dama Valentina, “Nós nascemos no meio da batalha.” Mesmo o Hugo Raffael que nasceu já no hospital. E 21 anos depois estamos aqui. E hoje somos “OS ANJOS MARIANO”.
Tomo um banho e já me arrumo, sou muito vaidoso, herdei isso do meu pai, Dom Ângelo. E também sempre fomos incentivados a nos vestirmos muito bem pelo tio Pietro, pela tia Ellen que também é estilista e claro pela nossa mãe.
Eu sou alto, tenho 1,90 de altura, meu corpo é atlético, magro com músculos definidos, tenho cabelos tipicamente italiano, pretos e lisos que mantenho um pouco grande, caindo na testa, gosto de poder penteá-lo de diferentes formas. Tenho o maxilar quadrado, nariz afilado e os olhos são azuis como da minha mãe. Olhos gélidos, pois lembra a cor do oceano ártico e suas águas profundas e congeladas.
Sou o único dos trigêmeos que tenho um sinal de nascença, ele fica atrás da minha orelha esquerda. Mas poucas pessoas sabem disso. Meu avô Hugo sempre o olha para ter certeza que sou eu.
Sr. Hugo é muito esperto, ele passou a fazer isso quando ainda éramos adolescentes, eu e o Valentim nos passávamos um pelo outro. Isso só não funcionava com os nossos pais. Que sempre nos reconheciam.
Termino de me arrumar e ouço minha mãe bater na porta do meu quarto. Ela faz isso desde de sempre, antes quando nós três dividíamos o mesmo quarto era mais fácil pra ela. Agora ela precisa fazer isso individualmente.
— Filho! Lorenzo, Posso entrar?
— Claro, mãe. Já estava a sua espera. — Ela abre a porta gargalhando.
— Parabéns, meu filho! Amo muito você e estou orgulhosa do homem que você se tornou.
— O mérito é seu e do Dom Ângelo. — Sorrimos cúmplices.
— Deixa ele ouvir você o chamando assim dentro de casa.
— Nem pensar. Onde está meu pai?
— No quarto, terminando de se arrumar. Agora vou passar no quarto do Valentim e do Hugo Raffael.
— Mãe. Como será no próximo ano? Sabe que nossas casas já estão prontas e logo nos mudaremos.
— Você se mudará, quer dizer. Sabe o que penso sobre isso. Não entendo essa necessidade de morar sozinho. Ter o apartamento individual de vocês, entendo perfeitamente e por isso apoiei a ideia desde que vocês tinham 16 anos, de cada um ter o seu apartamento.
— Dama Valentina, vou morar aqui do lado praticamente. Sabe que nos próximos anos muita coisa vai mudar.
— Sei, sim, Lorenzo. Futuro Dom Lorenzo Mariano. — Ela sorri.
— E a senhora ainda tem o Jordane e a Angelina. Sem falar nos dois bobões que voltaram atrás de morar sozinhos.
Ela pisca para mim e sai sorrindo.
Nossa mãe fez um drama e o Valentim e o Raffael adiaram a mudança deles. Eu irei, mesmo que passe mais tempo aqui na mansão do que na minha casa.
Será algo novo morar sozinho.
Sou muito apegado aos meus irmãos. Principalmente a nossa Angel. Ela é o nosso xodó, nosso calcanhar de Aquiles.
....
— Bom dia família!
Digo ao entrar e encontrar todos a mesa. Meu pai levanta e me abraça.
— Parabéns, filho!
— Obrigado, Dom! — Todos me olham. — Pai!
Gargalhamos.
Meus irmãos me abraçam e por último a Angel pula em meu colo, ela é uma menina de 12 anos incrível. Doce e carinhosa.
Após um café da manhã comemorativo e receber as felicitações por ligações dos nossos avôs, tios e avós do coração, seguimos para sede da máfia. Como sempre Valentim e Raffael estão comigo.
Meu pai brigou muito conosco por andarmos no mesmo carro, sempre fala do perigo, que é imprudente. Mas acreditamos que juntos somos mais fortes.
Somos inseparáveis desde de pequenos. E sabemos que se acontecer algo com um de nós será o fim para os outros dois. Sem falar que nós três juntos somos extremamente mortais. Um inimigo teria que ser psicopata para nos atacar. Somos um triângulo perfeito quando estamos em batalha, não há falhas ou abertura. Protegemos um ao outro e atacamos como um só. Somos excepcionais e sei que no fundo nosso pai sabe disso.
Chegamos à sede e seguimos para o escritório do nosso pai que já estava a nossa espera com o tio Nicolas.
Assim que sentamos Dom Ângelo começa a falar.
— Vamos direto ao assunto. Lorenzo, você assumirá o seu lugar de Dom com 23 anos. E seus irmãos também assumirão o lugar de consiglieres.
— Mas, Dom Ângelo, o senhor ainda é jovem. Pode esperar mais alguns anos para me passar o cargo de DOM.
— Não, Lorenzo. Sabe que assumi com 18 anos. Já permiti que você assumisse com 23 anos. E não preciso lhe lembrar que a nossa máfia só é o que é por que respeitamos as regras pilares.
— Entendo. Porém, já mudamos tantas coisas e regras que acredito que podemos mudar...
— Não! Lorenzo, você e seus irmãos sempre souberam das suas responsabilidades, você escolheu exercer o seu direito de primogênito e seus irmãos apoiaram. Na sua idade eu já era Dom e só não era casado porque era prometido a sua mãe que ainda era menor de idade.
— Nós sabemos pai. — Valentim fala e logo recebe o olhar do nosso pai. — Dom. Desculpe.
— Filhos, entendam que a máfia requer um Dom forte, seu poder irá inspirar e amedrontar. Mesmo nas condições atuais uma transição é sempre complicada. Muitos podem querer testar o seu valor Lorenzo, como Dom. Foi assim comigo, é algo natural. Nossos soldados são leais. Mas precisam confiar no seu Dom para o seguirem sem reservas. Se deixar que assuma aos 25 anos, já terá que estar casado e os perigos que irá enfrentar nos primeiros anos podem atingir a sua família, seus filhos... É isso que quer?
— Não. Claro que não. Só acho que não estou 100% pronto ainda.
— E não estará, nem quando assumir. Nunca estamos 100% aptos. As coisas levam tempo. Vou intensificar o seu treinamento nesses próximos dois anos. Vai me acompanhar em tudo. E sempre vai me apresentar as suas opiniões, o que faria em cada situação e eu vou direcioná-lo quando for preciso. Seus irmãos irão acompanhar o Nicolas o tempo todo. Verão e farão na prática as obrigações de um consigliere.
— Entendido Dom. Mas sobre a regra do casamento...
— Não há, MAS. A sobrevivência da máfia depende disso. Concordei com a mãe de vocês de abolir os casamentos por contrato e promessas. Para que vocês mesmos escolham suas futuras esposas. Mas não vejo nenhum de vocês buscando conhecer mulheres com quem possam ter um relacionamento. É só curtição. Exceto o Hugo Raffael, em partes. Você precisa casar, Lorenzo. Tenha isso em mente e comece a frequentar lugares diferentes, conheça as moças da máfia em idade para se casar. Só não faça nenhuma besteira ou a Dama arrancará o seu coro. — Gargalhamos.
Noite dos herdeiros.
Lorenzo Mariano
Depois de horas de conversas sobre os assuntos da máfia, seguimos para nossas funções. Que a partir de amanhã não existirão mais. Sabia que esse momento ia chegar, mas ainda assim é estranho.
Meu pai tem razão quando diz que se fosse por capacidade o meu avô seria o DOM ainda. E ele nem assumiria. Pois do vô Hugo passaria direto para mim. Eu quero ser o Dom, sempre quis. É tudo que sonho em ser, me preparei a vida inteira para ser. A parte que me incomoda é a de encontrar a minha Dama. Eu nunca nem me apaixonei. As mulheres despertam meu interesse rapidamente, mas é tão voraz e fulgaz, que logo nem me lembro delas. E quero uma Dama que seja a dona do meu coração, que eu a ame e seja correspondido, assim como os meus pais se amam. Não quero uma esposa que esteja comigo só porque serei o novo Dom Mariano. Mas se não encontrar a minha “garota”, terei que deixar minha mãe escolher uma noiva adequada para mim quando fizer 25 anos e me esforçar para gostar dela.
— Vamos Lorenzo. Está muito pensativo. Cara ainda temos 2 anos pela frente. E depois que assumirmos nosso pai e tio Nicolas continuarão nos dando todo apoio.
— Verdade Valentim. Vamos, que hoje precisamos sair para comemorar.
— Depois do jantar em família ou nossa mãe nos prende em casa por uma semana. — Valentim fala antes de gargalhar.
— Sério que vocês querem sair para comemorar?
— Raffael, nem inventa para de ser o certinho de nós três. Vamos sair, beber, dançar, achar uma mulher gostos@ e passar algumas horas de prazer em seus braços. Concorda Lorenzo?
— Concordo plenamente Valentim. Às vezes acho que toda safadeza do nosso pai ficou apenas para nós dois, irmão. Hugo Raffael é muito tranquilo quando o assunto é mulher.
— Só porque não ando como vocês que parecem animais no cio, não quer dizer que não sou safad0. Sabem que isso está no sangue Mariano. Ao menos até o seu coração ser amarrado.
Raffael fala, mas não nos convence muito. Ele é muito tranquilo quando o assunto é mulher. Eu sou o terror como diz a Dama Valentina.
Ela teve que me proibir de ficar com as meninas da máfia, principalmente as filhas de nossos tios arcanjos. Depois que fiquei com algumas filhas de soldados, ela temia que nossos olhares recaíssem sobre nossas “primas”.
A Dama também nos proibiu de nos envolvermos com prostitutas, nosso pai também nos ensinou esse valor e outros. Não pagamos por sexo, não iludimos mulheres, não abusamos de forma alguma de uma mulher. Somos sempre cuidadosos quanto a isso.
...
Estamos no carro voltando para mansão. Valentim e Hugo Raffael estão assistindo alguma coisa no tablet. Eu estou olhando as ruas. Vejo de longe um grupo de jovens. Parecem estudantes. Algumas garotas são muito belas. Mas há uma em especial que chama minha atenção. Estamos parados no cruzamento e consigo observá-la.
Ela tem os cabelos loiros, bem longos, na altura da cintura para ser mais exato. Um corpo perfeito. Cheio de curvas, ela está usando um macacão jeans claro com uma blusa branca básica de manga curta. Olho por alguns segundos todo seu corpo. Me interesso ao ver apenas sua fisionomia de lado. Olho atentamente e vejo ela colocar o cabelo para o lado deixando seu pescoço a mostra. Noto que ela tem uma pequena tatuagem, eu acho que é uma tatuagem. No lado direito do pescoço.
O carro voltar a se locomover e quando fazemos a volta na rotatória a linda jovem e os colegas mudam de calçada e passamos lentamente ao lado deles.
Olho fixamente para o rosto dela e sem duvida é a loirinha mais linda que já vi. Rosto bem delicado, olhos vibrantes e uma boca tão bem desenhada que beira a perfeição de uma pintura de Leonardo Da Vinci.
Ela para de conversar com uma colega e olha para o carro que estou. Me sinto estranho, como se ela pudesse me ver e estivesse envergonhado. Mas ela não consegue me ver, os vidros são escuros. Encaro seu rosto que está sendo iluminado pelos últimos raios de sol de hoje e guardo sua feição na memória. Viro a cabeça e ainda a observo enquanto o carro se afasta.
— O que foi Lorenzo? O que tanto olha? Valentim acho que ele não está bem.
— Raffael, meu irmão. Não se preocupe, não foi nada.
“Eu acho!”
Sorrio com meu pensamento, porque mesmo que fosse alguma coisa perdi a chance. Dificilmente voltarei a ver aquela linda loira na vida.
.....
Após um jantar de comemoração agradável em família, seguimos os três para uma de nossas boates.
Entramos e seguimos para o bar ao lado da pista de dança. Os funcionários sabem que somos os donos, mas a maioria das pessoas aqui não sabe. Assim como nosso pai Ângelo, mantemos nossa identidade da máfia oculta para os civis. Para a sociedade em geral, somos os jovens herdeiros Mariano, prodígios no mundo dos negócios, bilionários, lindos e os solteiros mais cobiçados.
Pedimos o nosso vinho especial. Eu sei que é diferente, mas nós somos assim. Fugimos do tradicional. Não bebemos descontroladamente, nem bebidas fortes. Nunca usamos drogas, mesmo lidando com o comércio e transporte delas. O Valentim até fumou charuto uma vez e odiou.
— E aí, Lorenzo? Vamos à caça?
— Já comecei a examinar o terreno Valentim.
Brindamos e Raffael gargalha, fazendo gesto de negação.
— Tenho que admitir irmãos, que hoje têm muitas mulheres bonitas aqui.
Olho espantado para o Raffael, que balança os ombros. Valentim gargalha e segura nos ombros do nosso irmão.
— Vai à caça com a gente, irmão? — Pergunto surpreso.
— Não. Estou bem aqui. Vão lá que fico de olho em vocês.
— Raffael, por que você se envolve mais com as mulheres quando estamos em outros países? As italianas não fazem o seu tipo?
Enquanto converso com meus irmãos, meus olhos vasculham a pista de dança e, por um motivo que não sei qual é, encaro todas as loiras e nenhuma me atrai. Mudo para ruivas e nada.
“Merda.”
— Não tenho nada contra as mulheres italianas, mas as estrangeiras não nos conhecem e a conquista é mais verdadeira. Aqui, quem não sabe que somos os herdeiros da máfia, sabe que somos herdeiros Mariano.
Gargalhamos e eu bebo todo meu vinho. Aceno para meus irmãos quando coloco minha taça no balcão. Me aproximo de uma linda mulher de cabelos pretos. Ela percebe e me encara. Paro próximo a seu rosto e falo alto devido à música.
— Buona notte! Posso ballare con te? Non sei accompagnato? (Boa noite! Posso dançar com você? Está desacompanhada?).
— Sì. (Sim.).
Junto nossos corpos e começamos a dançar no ritmo da música, que é muito envolvente. Ela é cheirosa. Deslizo as mãos pelas suas costas e toco sua cintura. Ela segura em meus braços.
Vejo uma loira de cabelos longos no bar e quase paro de dançar, minha atenção está nela. Mas logo ela se vira e mesmo no escuro, reconheço que não é a loirinha que vi mais cedo.
— Lindo. Olá! Está tudo bem?
— Sim. Qual o seu nome? E o que faz numa boate sozinha?
— Sou Marina, estou aqui a trabalho.
— Trabalho?
— Sou jornalista. — Gargalho. Achei que ela fosse uma prostituta. O que seria até melhor.
Faço um sinal com a sobrancelha para meus irmãos que estão me observando.
— Tenho que ir, bela senhorita. Obrigado pela dança.
Noite dos Herdeiros. Parte 2.
Lorenzo Mariano
Me afasto antes que ela possa dizer alguma coisa. A mulher fica me olhando incrédula.
— O que aconteceu, irmão? — Valentim é o mais curioso.
Nós nos viramos para o barman e suspiro frustrado.
— Ela é jornalista.
Meus irmãos explodem em gargalhadas.
— Que isso, Lorenzo? Desistiu com medo das manchetes que sairiam amanhã nos jornais? — Olho para o Raffael, semicerrando os olhos.
— Pense, não sei o que ela escreveria. Meu pai iria arrancar minha pele.
— Já imagino a manchete. Herdeiro mais cobiçado da Itália, é um safad0. Ou já pensou se você deixa escapar que somos os Anjos Mariano?
— Porr@ Valentim. Cara, nem fale isso.
— Vamos nessa porque ela não parou de nos olhar. E agora que viu nós três juntos, o interesse jornalístico dela triplicou. — Raffael tenta conter o riso.
— Vamos logo para o camarote Vip.
Falo quase como uma ordem. Seguimos rindo da situação.
A mulher nos segue com os olhos. Ela é bonita, mas não vale o risco.
Depois de um tempo no camarote, o Valentim já está num canto com uma mulher e acho que já estão quase nos finalmente. Esse é mais safad0 do que eu. Raffael também está o observando e faz cara de tédio.
— Lorenzo, não vai ficar com ninguém? Está com receio de encontrar outra jornalista?
— Pior, Raffael. — Olha quem conseguiu entrar no camarote.
— Put@ caralh0. — Ele diz. — Posso fingir ser você e demonstrar tanto tédio próximo dela que garanto que ela desiste.
— Daria certo se estivéssemos vestidos parecidos. Mas não é o caso.
Ligo para Valentim, precisamos ir. E se ele continuar o que está fazendo, essa jornalista verá e vai ser uma dor de cabeça quando sair nos jornais.
Em um minuto, Valentim se junta a nós com a expressão séria. Ele vê a mulher e aperta meu ombro, sorrindo.
— Me deve uma, Lorenzo. Empata fod@.
— Devo nada. Quem mandou você não ir para um hotel logo.
Gargalhamos.
Mando mensagem para o Elias. Ele realizou o seu sonho, se tornou um arcanjo, ele é o líder da 2ª geração de arcanjos que são nossos protetores. Mesmo tendo que proteger a nós 3, temos menos arcanjos na segunda geração, apenas nove.
Já no carro, o Valentim e o Raffael seguem me zoando.
— Elias, acha que seria muito ruim o Lorenzo transar com uma jornalista?
Valentim pergunta divertido e Elias me olha pelo espelho do carro. Sorrio sem humor.
— Posso falar abertamente? — Assenti. — Ela com toda certeza iria fotografar até os seus sapatos. Seria a matéria da vida dela. Pois, após publicar, o Dom Ângelo a faria sumir do mapa. E se você, Lorenzo, deixasse escapar quem é. Seu pai arrancaria sua pele.
— Obrigado pela sua sinceridade, Elias. Sorte que ela não estava mal intencionada e falou de cara que era uma jornalista.
Começo a mudar o foco para o Valentim e a mulher que ele estava quase comendo no camarote.
....
Depois de um banho me jogo pelado na cama, adoro dar liberdade para meu parceiro a noite. Ele fica preso o dia todo na cueca, merece algumas horas de liberdade.
Fecho os olhos e lembro da loirinha, da boca perfeita dela e meu parceiro desperta.
— Ei, parceiro. Foi mal não ter parado para conhecer aquela linda ragazza. Porém, vou achar em breve uma loira linda para gente se diverti.
Meses depois.
Acordo sozinho em casa. Ontem à noite estava com uma mulher sensacional. Fizemos loucuras até de madrugada e assim que ela adormeceu saí do hotel e vim para casa.
Sorrio quando lembro que mais uma vez transei com uma morena. Depois que vi aquela loirinha nunca mais me interessei por uma loira. Sorte das ruivas e morenas que passaram a ter maior presença na minha cama, quer dizer nas camas de hotéis comigo. Nunca trouxe nenhuma mulher para casa.
Me mudei para minha mansão logo depois do meu aniversário de 21 anos. Não trouxe funcionários. Gosto de ter minha total liberdade. Só tem os soldados da propriedade fazendo a segurança. A limpeza a equipe vem conforme cronograma organizado pela Dama Valentina. E a geladeira sempre está abastecida de tudo. Minha mãe não abriu mão disso. Eu sei cozinhar muito bem, então não me preocupo com isso e também janto na maioria das vezes na mansão com os meus pais e irmãos.
O Valentim dorme muitas vezes aqui, o Raffael veio algumas vezes. É difícil ficarmos separados. Sempre ficamos juntos em tudo. Então levará um tempo até nos acostumarmos.
Sigo para sede da máfia com o Elias e Magno (filho do Marco e irmão da tia Ellen), eles são os meus arcanjos junto ao Mario (Filho do arcanjo Lorenzo, de quem herdei o nome em homenagem). Eles são meus três arcanjos. E além deles tenho uma escolta de 8 soldados.
Desde que me mudei na maioria das vezes vou sozinho. Meus irmãos se tornaram sombras do tio Nicolas. Eles estão se dedicando ao máximo para se tornarem os melhores consiglieres.
Eu ando muito com meu pai, correção, com o Dom Ângelo. Virei a sua sombra. Só evitamos andar no mesmo carro por questões de segurança.
....
Após mais um dia cheio de lições de “Como ser um Dom Excelente”. Estou de saída. Meus irmãos se aproximam e logo começamos a conversar ainda no estacionamento da sede da máfia.
— Oi irmão. Como está se saindo sem nós? — Valentim é sempre mais engraçadinho.
— Muito bem. Melhor impossível. — Respondo e depois gargalhamos.
— Irmão, você não vive sem a gente.
— Verdade Raffael. Você vai com conosco na noite do caçula?
— Claro que sim. Alguém com juízo precisa tomar conta de vocês. Jordane agora é oficialmente um homem e um soldado da máfia.
— Mais que isso. Ele é um ANJO MARIANO.
Falo com orgulho. Porque ele, assim como nós, é um dos melhores soldados da máfia, mesmo tão novo.
— Vamos que hoje vou garantir que nosso irmão tenha a melhor noite da vida dele.
— Valentim olha lá o que você vai aprontar com o Jordane. Sabe que mesmo ele com 18 anos, para nossa mãe ele ainda é um menino. — Repreendo-o, pois se algo der errado minha mãe vai querer nos matar e vai sobrar até para nosso pai.
Seguimos para nossos destinos. Eu passo em casa e me arrumo e depois sigo para a mansão dos meus pais. Vou de carro, pois sairemos direto para a boate mais badala do Dom Ângelo.
Entro e a Angelina corre para me abraçar.
— Oi minha menina! Angel você está linda.
— Lorenzo, já lhe disse que sou uma adolescente, tenho 13 anos e não dez.
— Jura? Nem percebi que você já cresceu tanto. Hora de ir para o convento então.
— Mãeeeee!
Gargalho quando ela corre para reclamar com a nossa mãe. Jordane se aproxima e me abraça.
— Parabéns, irmão. Pronto para se divertir hoje à noite com seus irmãos?
— Sim, Lorenzo. Quero aproveitar ao máximo. E vocês, tratem de me proteger.
— Sempre Jordane. — Raffael responde assim que passa pela porta.
Jantamos em família e depois nos despedimos dos nossos pais e da Angelina.
— Filhos, tenham cuidado e muito juízo. Lorenzo, leve o Jordane para dormir na sua casa. — Nosso pai pisca para a gente. — Ou sua mãe ficará acordada esperando-o chegar.
— Ângelooo! Vão logo, meus amores e juízo. Lembre-se de tudo que nós os ensinamos. E se protejam.
Gargalhamos e saímos o mais rápido possível.
Cada um dos herdeiros Mariano segue em seus carros com um arcanjo. Elias segue comigo. Eu optei por dirigir.
....
Chegamos à boate e seguimos para a área VIP. O lugar está lotado. Jordane começa a beber uísque e nós ficamos no vinho. Em minutos, Jordane já beijou umas 5 mulheres. Elas dançam em volta dele, o seduzindo e passando as mãos pelo seu corpo. Faço um gesto e ele se aproxima rindo.
— Jordane, onde estão suas armas?
— Aqui comigo. Por que... Entendi. Não se preocupe. Vou chamar elas para irmos para um quarto.
— As 5? Tem certeza? — Raffael pergunta espantado após se aproximar.
— Sim. Quero quebrar meu recorde hoje. E relaxa que dou conta fácil. Duas ali são bissexuais. O que facilita e muito, se é que me entendem.
— Esse é meu garoto. Vai superar até a mim, Jordane.
— Você, Valentim? Duvido. Nunca pegou 5 de uma vez?
— Não. No máximo 3. Mas vai lá e aproveita.
— Valentim, vocês são terríveis. — Raffael nos repreende. — Jordane, lembre-se de se cuidar. Ouviu? De todas as formas. Os arcanjos vão estar no quarto ao lado. Qualquer coisa ativa o alerta.
— Pode deixar, irmão. Mas vá se divertir também. Tem mulheres lindas à disposição.
Jordane pisca e se afasta. Volta para as garotas que estavam o esperando, ele fala no ouvido delas e logo sai abraçado com as 5.
— Caralh0. O Jordane nos superou, Lorenzo.
— Sim, Valentim. Esse puxou mesmo ao nosso pai. Antes de conhecer a nossa mãe.
— Que a Dama não saiba disso. — Raffael pondera e gargalhamos.
— Irmãos, vou aproveitar a noite, se me derem licença, tem uma ruiva muito gostosa me olhando.
Me afasto deles e sei o que eles estão pensando.
"Desde quando o Lorenzo gosta de ruivas?"
Sempre fui chegado em loiras, mas desde que vi aquela loirinha não consigo mais me sentir atraído por loiras. Acho que só me interessaria se fosse ela. Ainda bem que existem muitas ruivas, negras e morenas em Roma.
Irmãos Mariano.
Valentim Mariano
Estou com Raffael observando o Lorenzo investir em uma ruiva. Sei que está acontecendo alguma coisa com ele. Afinal ele sempre preferiu as loiras e desde o nosso aniversário ele está evitando qualquer mulher loira.
Raffael também está desconfiado. Nos conhecemos muito bem, mas também nos respeitamos, logo vou esperar que ele esteja pronto para falar o que está acontecendo com ele.
— Raffael, vai mesmo ficar de prontidão com os arcanjos?
— Com certeza. Vai lá irmão, curtir sua noite.
— Não vou mentir que ver a atitude do Jordane abriu o meu apetite sexual. — Ele arregala os olhos.
— Não fod& Valentim. Vai ficar com cinco mulheres de uma vez também?
Gargalho.
— Não. Apenas duas, essa noite. Mas em breve vou recuperar meu posto de o mais safad0 dos herdeiros.
— Já vi tudo. Vai pegar 7 de uma vez. — Gargalhamos.
Olho para o Lorenzo que está de costas para nós. Ele fala no ouvido da ruiva e vejo ela morder os lábios. “Alvo atingido com sucesso.”
Ela ataca os lábios dele e o Hugo Raffael faz um gesto de negação com a cabeça. Pisco para ele e sigo em direção aos meus alvos. Duas mulheres de cabelos pretos longos e pele branquinha. Já imagino as marcas que vou deixar em seus corpos.
Eu sou sem dúvida o mais devasso e safado entre os herdeiros Marianos. Mesmo que o Jordane tenha me superado em quantidade hoje. Eu sou ativo sexualmente desde os doze anos. Foi uma das únicas coisas que fiz muito antes dos meus irmãos. Eu fui o terror dos acampamentos de treinamento, principalmente porque ficava com as mulheres mais velhas, até algumas soldadas eu peguei. Meu pai teve que ter uma conversa séria comigo, porque a situação estava saindo do controle e comprometendo a minha concentração no treinamento.
A vantagem de ser safad0 desde de novo é que me fez ser um amante excepcional. Na cama sou mais intenso do que nos combates. Gosto de me superar e oferecer tanto prazer a minha parceira quanto busco receber. Gosto de orgasmos longos e intensos. Sempre fod0 com força, sem frescura. Mas também sei fazer o sexo café com leite. Esse eu uso só com as menos experientes.
Eu sou o trigêmeo mais descontraído, brincalhão e safad0. Lorenzo é o mais sério e o segundo mais safad0. O Hugo Raffael é o mais reservado e responsável.
Chego nas duas mulheres e elas sorriem.
— Oi lindas! O que acham de se divertirem em um lugar mais reservado? — Passo a língua nos lábios e elas sorriem.
— As duas? — Elas perguntam juntas.
— Claro, não quero separar vocês. Parecem tão amigas. E acredito que nós três juntos, pode ser bem delicioso. Vamos?
— Claro, lindo!
— Com certeza!
Elas cruzam os braços aos meus e saímos do camarote ainda a tempo de ver o Lorenzo se agarrando com a ruiva no corredor que leva aos quartos.
Essa é a melhor boate do nosso pai. Ela tem um andar com quartos para os casais que querem mais diversão e mais privacidade. A Dama Valentina queria que ele fechasse a parte dos quartos. Mas o Dom deixou claro que ele não fazendo uso dos quartos não tinha o porquê ela se preocupar. E claro minha mãe cedeu. Ela acredita no meu pai de olhos fechados.
É incrível como eles confiam um no outro.
Se um dia tiver um relacionamento quero algo assim. Ao contrário do meu pai e dos meus irmãos não sou possessivo.
Nem ciúmes acho que tenho. Nunca tive um relacionamento. Mas já curti uma garota e mesmo assim dividi ela com o Magno, nosso arcanjo. Ele é um put0 de marca maior. Então conclui que não sou ciumento e espero que continue assim.
Como disse nunca fiquei com mais de 3 mulheres de uma vez. Mas já participei de alguns grupal. Troca de casal. DP. Entre outras coisas. Curto dominar e tenho certeza que uma mulher para me conquistar terá que ser capaz de me dominar e fazer eu gostar disso. Ser submisso a ela. Tem que ser magnifica na cama. Acabar com meu apetite sexual, que é animal.
Chego no quarto e é hora do segundo passo de avaliação para o sexo. O primeiro é a mulher ser atraente, falo do corpo dela chamar minha atenção e do meu cacet&. Simples assim. E depois é o beijo. O beijo tem quer ser sedutor, gostoso e excitante. Se não for pulo para o terceiro passo que é colocar ela para me chupar, se agradar ótimo se não pulo para penetração e geralmente acabo frustrado.
Beijo a primeira e o beijo é bom. A segunda decepcionou no beijo. Então volto a beijar a primeira e olho para baixo e a outra safad@ entende e fica de joelhos. Minhas mãos excitam a número 1, não perguntei os nomes delas. E a número dois já está com meu cacet& na mão. Olho pra ela semicerrando os olhos, recado dado ela começa me chupar.
Na chupada ela é boa. Retiramos nossas roupas e ataco os seios da nº 1, chupo com força. Não sou nada delicado, meu estilo é bruto.
— Aí! Assim vai arrancar meus mamilos, lindo.
— Gosta de sex0 carinhoso gostosa? Porque eu sou intenso e fodo intensamente. Então ainda tem tempo de desistir. Ohhh! Sua amiga entendeu. Está me chupando forte e intensamente.
Ela olha para cara de cachorr@ que amiga faz e se ajoelha.
— Quer me mostrar do que é capaz com a boca? — Ela assentiu.
Suspendo a número dois pelos cabelos e sugo seus seios. Ela não ganhará mais nenhum beijo meu.
— Isso! Mafioso gostoso.
Paro e a encaro.
— Que foi lindo? Sei quem você e seus irmãos são. E você não é o primeiro mafioso com quem transo. E adoro. Vocês são másculos e homens intensos.
— Entendi. Mas sabe quem eu sou dos irmãos? — Ela nega. — Então evite usar nomes. Não quero que me chame pelo nome dos meus irmãos quando eu estiver lhe fodendo com força total.
Dou um tapa na bunda da safad@. Olho para a nº 1 que está se saindo bem também no boquet3.
A noite vai ser longa.
Fodo como um ogro as duas mulheres. Ambas são safadas e topam tudo. Tudo mesmo. Elas se beijam e se masturbam enquanto assisto. Depois eu fodo no cuzinhö da nº 1 enquanto chupo com força os seios da nº 2 e soco quatro dedos dentro dela. Gozo depois que elas gozam e caem na cama exaustas. Vou ao banheiro e descarto mais uma camisinha. Já foram seis.
Volto para o quarto e a nº 2 está de quatro se tocando enquanto chupa a bocet@ da amiga que se contorce de prazer e aperta os seios. Pego outra camisinha no bolso secreto da minha jaqueta. Não vou usar as que estão em cima da poltrona. Pego duas logo.
— Está gostoso isso aí? — A nº 1 geme.
— Siiimmmm!
— Posso participar?
— Pode. Come o cuzinhö da minha amiga. Ela ficou com inveja. — Gargalho.
Penetro primeiro na bocet@ dela e depois sigo para o seu cü que não nega que ela é experiente no sexo anal. Ótimo porque não quero me controlar. Quero só ver se ela vai aguentar meu cacet3 inteiro no rabo.
Soco com força e ela grita com a boca na bocet@ da amiga.
— Amiga, eu te avisei e mesmo assim você quis. Então não pare de me chupar. Aguenta tudo quietinha.
Arregalo os olhos. Como a nº 1 é má. Gargalho e me concentro em socar tudo até o limite da minha pélvis.
.....
Irmãos Mariano. Parte 2.
Valentim Mariano
Encontro meus irmãos no estacionamento.
— Jordane, você está com cara de cansado. — Gargalhamos. — Deu conta do recado?
— Claro irmão. Benefícios da idade. Sabe como é.
Voltamos a gargalhar.
— Você precisa ser mais cuidadoso com esses arranhões. Olha para o seu pescoço. — Lorenzo fala com cara de frustrado.
— Caralh0 Jordane eram mulheres ou gatas ariscas? Nossa mãe vai surtar.
— Sério Valentim. Tá tão feio assim? — Apenas assenti. — Na hora nem senti. Nem quero imaginar como está minhas costas.
Gargalhamos de nervoso.
— Quero ver vocês se justificarem para Dama Valentina. — Raffael diz e se afasta para o seu carro.
— Vamos dormir mesmo na sua casa, Lorenzo?
— Claro. Jordane venha comigo. Mario leva seu carro.
...
Já na casa do Lorenzo quase temos um ataque cardíaco coletivo quando o Jordane aparece na cozinha procurando o que comer sem camisa. Ele está todo arranhado.
— Cara, sabe que um inimigo pode usar uma mulher para te envenenar? — Ele me olha confuso. — Se uma dessas mulheres estivessem com as unhas envenenadas você estaria morto agora. Ou elas podem te anestesiar e acabar com sua vida, sem te dar chance de se defender.
— Que porra estão ensinando agora no treinamento da máfia? — Raffael fala put0. Indo pegar a caixa de primeiros socorros.
— Desculpe-me irmãos. Me empolguei. E esqueci de tudo. Achei que estava seguro.
— Numa situação dessas você só pode contar com você mesmo, Jordane. Sabe que tudo que estamos falando é para o seu bem. Se fosse o caso de uma dessas situações que Valentim falou não teríamos como saber. E acredito que você não vai querer um arcanjo dentro do quarto enquanto você fod&. — Lorenzo sabe como orientar melhor do que eu e o Raffael. Ele se mantém tranquilo. Nós não. Explodimos.
Por isso sempre soubemos que ele é o mais indicado para ser o Dom. E também porque ele aceita melhor cumprir regras e leis.
Conversamos mais com nosso caçula e ele nos promete ser mais cuidadoso. E usar a regra que nós usamos. Nenhuma mulher pode nos ferir, arranhar, ou deixar marcas visíveis. E sempre deixamos isso claro para todas com quem transamos.
...
Acordo no outro dia e já me preparo para chegar em casa. Acho que vou ficar aqui com o Lorenzo uns dias. Até nossa mãe esquecer. Lorenzo está certo em morar só. Acho que vou fazer o mesmo em breve. É ótimo ter toda liberdade e independência.
Entendo meu irmão, sei que ele está tentando tomar decisões simples sobre sua vida, mas que são por ele mesmo. Ser o futuro Dom implica em muitas coisas, principalmente em seguir regras. O que para mim não daria muito certo. Sou o mais rebelde dos três.
Quando aceitei ser consigliere do Lorenzo foi acreditando que não seria submetido as regras da máfia. Como somos dois consigliere acredito que uma vez que o Raffael se case e tenha herdeiro, eu possa viver minha vida tranquilo sem ser obrigado a casar como vai acontecer com eles dois. E eu estarei livre dessa obrigação. Ninguém nunca teve 2 consiglieres. Então as regras de casamento se aplicam apenas a um de nós.
Para me casar teria que ser alguém muito parecida comigo ou que me conhecesse e aceitasse tudo que sou e como sou.
....
Dias depois.
Não adiantou ficar fora de casa por dois dias. A Dama estava uma fera. Ela reclamou com os três. Lorenzo ouviu calado. Raffael se desculpou e eu?
— Mãe! O Jordane é um homem agora. Ele precisa apreender algumas coisas por ele mesmo. Nós o orientamos em tudo que julgávamos necessário. Ele é treinado e se mesmo assim gostou de ser arranhado a culpa é nossa em que? Desculpa. Mas não vou assumir uma culpa que não é minha. E outra ele vai fazer a formação na máfia e dentro de dias vai para o treinamento especial. 2 anos fora. Se acha que ele não é capaz melhor falar logo com o Dom Ângelo e não deixar ele ir. Desculpe se pareceu desrespeito mãe. Mas é a verdade.
Ela apenas assentiu. Se levantou e deu um beijo em nossas cabeças. Ela saiu da biblioteca com as suas afrodites.
— Cara se a mãe contar para nosso pai, você está morto.
— Para Raffael, só falei a verdade e não desrespeitei nossa mãe. Nunca faria isso.
— Verdade Valentim. Fez seu papel de irmão e de filho. Melhor que nós dois. — Lorenzo aponta para ele e para o Raffael. Gargalhamos.
....
No outro dia, meu pai me chamou na sala dele na máfia. Ele estava preocupado com o que eu disse.
— Pai, o Jordane é um dos melhores soldados que já se formou aqui na máfia. Ele só foi descuidado porque confiou que nós, os seus irmãos os protegeríamos. Foi o que prometemos a ele. Mas naquela situação seria impossível fazermos isso.
— Você está certo, filho. Não vou impedir que ele vá para o treinamento especial. Acredito que agora ele estará mais focado ainda.
— Isso é verdade. Vou voltar para minha sala. Estou desenvolvendo uns programas de rastreamento novos para nossos veículos.
Ele assentiu e eu saí.
Trabalhei até mais tarde. Quase 22 horas, Magno bate na porta da minha sala.
— Senhor Valentim, vamos pernoitar na sede? Ou devo solicitar escolta noturna?
— Nossa, me empolguei aqui. Vamos! — Falo desligando tudo.
Ele pede a escolta noturna, que é feita por drones.
Quando estamos chegando no estacionamento vejo uma mulher de costas próxima a uma Lamborghini cinza. Ela é alta e magra. Está toda de preto em uma calça apertada que deixa sua bunda empinada. Uma coisa linda de se ver. Seus cabelos longos estão presos em um rabo de cavalo.
Ela entra no carro e sai acelerando.
— Sabe quem é, Magno?
— A filha do conselheiro e mestre de treinamento Rogger. — Ele sorri de canto com a cara de decepção que faço.
— Sério?! Ela parece ser gost... Linda! — Ele apenas assentiu e abriu a porta do carro para mim.
Lembrei-me que durante meus treinamentos iniciais a vi algumas vezes. Ela deve ser uns 8 anos mais velha que eu. Mas ela não tinha esse corpão. Ou eu que era moleque demais para reparar?
Regras.
Valentim Mariano
Dias depois.
Depois de acompanharmos a formação do Jordane e sua viagem para o treinamento especial. Voltamos para a nossa nova rotina de treinamentos, Lorenzo com o Dom Ângelo, Hugo Raffael e eu com consigliere Nicolas.
Nicolas é muito inteligente e experiente, ele é organizado e observador. Estamos aprendendo com ele na prática muito mais do que é ser consigliere.
Com isso estamos mais afastados do Lorenzo. Será assim por mais algum tempo. Saímos ou jantamos juntos as vezes quando somos liberados a noite. Saímos ou jantamos juntos as vezes quando somos liberados a noite. E contínuo achando o Lorenzo estranho, ele fica pensativo as vezes. E já observei ele olhando algumas garotas loiras e depois ficando com uma expressão de frustração. Como se ele estivesse procurando uma loira em específico. Mas vou esperar ele se abrir comigo. Acho que ele ainda não se deu conta que eu posso ahar qualquer pessoa e não importa qual for o local desse mundo que ela esteja. Com as minhas habilidades ele só precisa me dizer o dia e o horário que viu a pessoa e onde.
O trabalho na máfia não tem horário de expediente fixo. Às vezes é durante a noite ou de madrugada. Agora reconheço todo esforço do meu pai para ser tão presente em nossas vidas e dar a merecida atenção a Dama Valentina.
Já tivemos que receber carregamentos as 3 da madrugada. Jantares de negócios as 23 horas e assim vai. Tudo isso só reforça em mim que escolhi o estilo de vida certo. Solteiro convicto.
Uma mulher tem que ser muito forte e bem preparada para estar ao lado de um mafioso do alto escalão. Demanda muita confiança e compreensão. Sem falar nos perigos. Tem as regras que ajuda como a morte em caso de traição, se ficar provado o adultério. Mas é muito pouco. Diante das responsabilidades.
Agora entendo por que nossa irmã e primas são tão bem orientadas sobre as leis e regras da máfia. É preciso conhecer, entender e aceitar para seguir.
Pensando nisso resolvo esclarecer uma dúvida com o Nicolas.
— Nicolas, tenho uma dúvida. E acho que pode me esclarecer.
— Pergunte Valentim, estou aqui para lhe orientar da melhor maneira.
— Seremos dois consiglieres. — Ele assentiu. — Então a regra do casamento poderá ser aplicada a apenas um de nós?
— Não. As regras são claras e as leis básicas não mudam. E nelas constam que ‘O Consigliere deve ser casado e ter herdeiros para transmitir o legado dos seus conhecimentos’.
— Sério, Nicolas? As leis se aplicam há nós dois. — Gesticulo apontando para nós.
Hugo Raffael me olha com a cara de quem acha que é óbvio tudo isso.
— Valentim mesmo que fossem 10 consiglieres a regra é a mesma. E antes que pergunte por que o Elias não é consigliere. Irei explicar.
— Por favor Nicolas. — Raffael diz muito sério.
— Quando vocês nasceram, Dom Ângelo e eu conversamos. Por serem três meninos era óbvio que teríamos que ajustar as coisas. E o mais eficiente era que dois se tornassem consiglieres e o outro DOM. A escolha não teve qualquer interferência minha. Sei que Ângelo conversou com vocês desde muito novos e fizeram as suas escolhas. Que eu julgo a melhor. Qualquer um de vocês se sairiam muito bem como Dom tendo a orientação do Dom Ângelo e apoio do avô Hugo de vocês.
— Verdade. — Digo pensativo.
— Continuando. Mas como consigliere acredito que o Lorenzo não se adaptaria tão fácil. E você Valentim teria dificuldade em cumprir algumas leis impostas ao DOM. Espero que não crie resistência as leis impostas aos consiglieres. O progresso e continuidade da máfia é de suma importância para todos nós, principalmente para o seu pai. Entenda que se acaso nós falharmos e a máfia Mariano enfraquecer ou for vencida por outras máfias as mais prejudicadas serão as mulheres.
— O que? Não pensei nisso. Nunca me passou pela cabeça.
Digo nervoso e Raffael me olha com empatia.
— Sabe que nós seriamos todos mortos? Nossas mulheres e filhas estuprad@s e vendidas a quem pagassem mais, ou enviadas a bordéis...
— Já entendi tio Nicolas. Desculpe, estou nervoso por isso o chamei de tio.
— Não tem problema Valentim. Entende agora porque nós damos tudo pela máfia. Nosso sangue e vida se for preciso? Não é pelo poder, dinheiro, luxo... É pelos nossos maiores tesouros, as pessoas que amamos. Vocês dois não tem uma idade determinada par se casar. Recomendasse que seja antes dos trinta. Mas podem e devem escolher a futura esposa de vocês. E tentarem ser felizes.
— Confesso que achei que não ia precisar me casar. Mas só de pensar nas coisas que podem acontecer a minha mãe, minha irmã que é só uma menina e as nossas primas. Caso amanhã se for preciso. — Eles gargalham com que eu disse.
— Fique calmo irmão. Temos tempo e Lorenzo deve se casar antes de nós. Temos que ajudar ele a achar uma boa mulher e que o ame. Pois ele precisará de alguém que esteja verdadeiramente ao seu lado. Assim como nossa mãe está ao lado do nosso pai.
— Mais que isso Raffael, ele precisa encontrar o amor da vida dele. — Falo e gargalho.
....
Depois de toda a conversa com Nicolas, voltamos ao trabalho.
À noite já deitado em minha cama, fico pensando em todas as mudanças que estão acontecendo em nossas vidas.
Lembro da mulher que vi no estacionamento. Queria saber mais sobre ela. Mas não vou me meter nessa confusão, o Rogger e o marido dela podem me matar. Como ela é bem mais velha que eu, já deve ser casada a anos, ter filhos... E continua uma gostosa.
— Valentim! Esqueça isso. As regras da máfia são claras. Quer morrer Porr@?
Me repreendo em voz alta. Já sei. Preciso de uma mulher. Olho no meu celular e são 23:30 ainda. Levanto e me arrumo. Passo no quarto do Raffael.
— Vai sair irmão? — Ele pergunta assim que entro em seu quarto.
— Preciso de sexo. Estou pensando demais e preciso relaxar e voltar a focar.
— Vou com você!
— Vai fod&r também?
— Não, Valentim. Vou te acompanhar e garantir que não se meta em confusão.
Gargalhamos.
— Sabe onde o Lorenzo está? — Assenti. — Onde?
— Em um dos nossos hotéis. Fod&ndo.
Gargalhamos e o Raffael fecha seus livros e vai se arrumar. Descemos as escadas e encontramos nosso pai saindo do escritório. Ele olha para o relógio e depois para nós.
— Tenham cuidado. E mantenham os arcanjos por perto. — Ele sorri e faço cara de paisagem.
Saímos da mansão e encontramos os arcanjos e soldados.
— Não avisei que ia sair.
— Eu avisei, Valentim. Vamos logo. Amanhã cedo temos reunião do conselho. Lembra.
Apenas assenti e apertei de leve o ombro do meu irmão.
Chego na boate e já procuro uma mulher. Sei o que quero e não vou perder tempo. Pela primeira vez foco em olhar as mulheres de costas. Encontro uma com um corpo escultural, só não curti seu cabelo loiro.
“Que porr@ é essa. Porque estou dando relevância a cor do cabelo?”
Só de revolta chego nela. Abraço-a por trás e seguro em seu ombro e barriga. Claro que ela já havia me olhado enquanto me aproximava e sorriu me dando passe livre.
Danço agarrado com a loira e já passo as mãos pela lateral do seu corpo. Vejo uma mulher ao longe e é idêntica a filha do Rogger de costas. Os cabelos pretos, que agora parecem ser meus preferidos.
‘Ela é casada Valentim.’
‘E está numa boate?’
‘Não é da sua conta. Foca no que veio buscar: SEXO.’
Depois de travar uma disputa na minha mente, viro e beijo a mulher com quem estou dançando e para minha sorte o beijo dela é instigante. Aprofundo e a safad@ já passa a mão no meu corpo e aperta meu p@u. Assim fica mais fácil focar no que vim buscar.
Encerro o beijo e ando com ela até a saída, coloco minha mão em seu cóccix e a guio. Raffael me olha estranho. Peço um minuto a mulher e vou até ele.
— Você está bem Valentim? Tem certeza que vai sair com essa loira?
— Estou bem irmão. Só preciso relaxar. — Sorrio para ele e me afasto antes que ele tenha certeza que tem algo está errado comigo.
Alessia Carbone
Estou em uma das melhores boates da máfia Mariano. Estou comemorando a minha volta com duas amigas. Claro que elas são da máfia também.
Olho todo o espaço que já está bem cheio e não acredito quando meus olhos veem dois dos herdeiros entrar. Eles são homens belíssimos.
No outro dia no estacionamento da máfia vi um deles pelo retrovisor do meu carro. E fiquei impressionada. Eles sempre foram lindos, desde de crianças. Mas agora estão um espetáculo de homens. Mas o Valentim com certeza é o mais gostoso. Ele tem algo diferente, sempre teve, acho ele o mais lindo e não sei como consigo saber quem é. Sempre consegui.
Olho discretamente e confirmo que se trata do Valentim e do Hugo Raffael. Sigo para uma posição mais privilegiada e observo-os. Não posso crer. Como o Valentim é descuidado. Mal chegou e já está se agarrando com a primeira que viu.
Viro rapidamente quando percebo o olhar dele vir na minha direção. Mais uma vez ele me verá apenas de costas. Sinto minha pele queimar e sei que ele está me encarrando. Quando volto a olhá-lo não acredito. Ele está saindo com a mulher. Sorte a dela.
Para o Valentim isso pode ser um erro com um alto preço a se pagar. O típico descuido de quem pensa com a cabeça de baixo. Acho que terei que pedir ao meu pai para reforçar alguns treinamentos com os herdeiros. E pela cara que o Hugo Raffael fez quando viu o irmão saindo da boate acredito que ele vai concordar comigo.
....